Governo do Distrito Federal
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Praça do Cruzeiro

A PRAÇA QUE TUDO TESTEMUNHOU

 

A Praça do Cruzeiro, antes e durante a construção da nova capital no Planalto Central em substituição ao Rio de Janeiro, devido à sua privilegiada localização, por ser o ponto mais alto do lugar escolhido para a construção de Brasília –  1.172 metros de altitude – foi um dos locais mais visitados no período da construção e ponto do qual se podia vislumbrar o imenso campo de obras que, a partir de 03 de novembro de 1956,  a área entre os rios Bananal e Riacho Fundo, em  suave declive em direção ao Rio Paranoá, se tornava. Anterior ao projeto de Lucio Costa por causa do Cruzeiro ali instalado, nos primórdios de Brasília, o local nasceu tão importante quanto a própria cidade que se construía aos seus pés. Contudo, aos poucos, com a atenção sendo dirigida para o revolucionário projeto urbano de Lucio Costa e para a arquitetura modernista de Oscar Niemeyer, o Cruzeiro, ou como hoje denominada, a Praça do Cruzeiro, foi entrando no anonimato. Por meio desta exposição queremos resgatar alguns importantes momentos históricos desta praça que nasceu antes de Brasília, afim de que, ao visitá-la, possamos olhar aquele Cruzeiro de madeira, ladeado por um enorme banco circular, não apenas como um local privilegiado para ver o pôr do sol, mas, acima de tudo, como um espaço histórico que nos associa a todos aqueles que sonharam e construíram Brasília, no coração do nosso imenso território brasileiro.

 

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Praça do Cruzeiro – fevereiro de 1955: primórdios…

 

A Praça do Cruzeiro começa sua história em fevereiro de 1955 quando o Marechal José Pessoa, presidente da Comissão de Localização da Capital Federal, e sua comitiva, vem ao Planalto Central visitar os cinco lugares apresentados pela empresa Donald J. Belcher and Associates Incorporated para a escolha definitiva do lugar onde a capital seria construída. Num dos sítios, batizado de “Sítio Castanho” se dirigem ao ponto mais elevado do lugar. [1] Pela primeira vez, o local que não tinha sido ainda assim batizado como Praça do Cruzeiro, serviu para vislumbrar a cidade que iria nascer aos seus pés.

 

[1] Ernesto Silva. Entrevista do Programa de História Oral do ArPDF.

 

 

 

 

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Praça do Cruzeiro – fevereiro de 1955: primórdios…

 

Na primeira visita àquela colina plana, ponto mais alto da Fazenda Bananal, que alguns meses depois receberia uma pequena cruz da madeira, seis jipes estacionaram no local.[1] Ernesto Silva, um dos membros da Comissão de Localização da Capital Federal, presente na visita, assim se expressou: “Lembramo-nos bem do entusiasmo que nos assaltou ao divisarmos o horizonte em torno, numa amplitude de trezentos e sessenta graus. Tudo em redor era azul, horizonte infinito! Permanecemos por alguns minutos, extasiados, a nos sentirmos pequeninos ante […] a antevisão da cidade moderna a ali se erguer, dentro em breve […].[2]

 

[1] Ernesto Silva. Entrevista do Programa de História Oral do ArPDF.

[2] SILVA, Ernesto. História de Brasília. Editora Coordenada. Brasília, s/d, p. 63-65.

 

 

 

 

 

Arpdf/Coleção Documentos Goyaz_ArPDF_Acervo Altamiro de Moura Pacheco

 

Praça do Cruzeiro – abril de 1955: escolha da região para a construção da capital do Brasil.

 

Em abril de 1955, entre as cinco opções apresentadas para o local da construção da nova capital, a região em leve declive que se estendia aos pés da atual Praça do Cruzeiro em direção ao Rio Paranoá, e que pertencia ao identificado oficialmente como o “Sítio Castanho” para se evitar a especulação imobiliária, foi escolhida para a construção de Brasília. Aquela colina anônima que vislumbrava um belíssimo panorama em direção ao Rio Paranoá começa a testemunhar sua relação inseparável com a nova capital plantada no Planalto Central que começa a ser construída.

 

 

 

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Praça do Cruzeiro – maio de 1955: recebe o seu batismo, uma tosca cruz de pau-brasil.

 

No final de abril de 1955, por meio de um acordo com a Comissão de Localização da Capital Federal, o governo de Goiás declara de utilidade pública as terras dentro da área do novo Distrito Federal. Marechal José Pessoa, presidente da Comissão, no intuito de demarcar o lugar, solicita ao governo de Goiás[4] que coloque uma cruz no ponto mais alto do lugar escolhido para a construção de Brasília. Encarregou-se do trabalho o vice-governador de Goiás, Bernardo Sayão: dois galhos de madeira pau-brasil [5] foram entrelaçados e, a tosca cruz de madeira foi plantada no chão do Cerrado. Estava batizado o local. A partir de abril de 1955 aquele mirante é designado nos documentos como “o Cruzeiro”.

 

[4] Cf. Diário Oficial da República de 10 de setembro de 1955. Apud SILVA, Ernesto. História de Brasília. Editora Coordenada. Brasília, s/d, p. 85.

[5] Léa Sayão. Meu pai Bernardo Sayão, 6ª edição. Brasília, 2004, p. 127.

 

 

 

 

 

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Praça do Cruzeiro – maio de 1955: recebe um cruzeiro permanente.

 

Poucas semanas após o vice-governador de Goiás, Bernardo Sayão, plantar uma primitiva cruz feita com galhos de pau-brasil, em vista da visita do presidente da República, Café Filho, para conhecer o local onde Brasília nasceria e participar da celebração de uma missa[6-7] foi instalada uma imensa cruz de madeira aroeira[8] torneada, com uma base feita em alvenaria recoberta com pedras. Ao redor da base um tablado em madeira permitia uma visão melhor ainda da região e servia aos visitantes para as fotografias. A partir de abril de 1975 a Praça do Cruzeiro recebeu uma réplica do primeiro Cruzeiro. A cruz original está em exposição permanente na Catedral Nossa Senhora Aparecida, em Brasília.[9]

 

[6] Entrevista de Jofre Mozart Parada ao Correio Braziliense, apud TUBINO, Nina. Uma luz na história. Brasília: Editora Kelps, 2015, p. 138.

[7] Ernesto Silva IN Correio Braziliense, Edição Comemorativa da Transferência da Capital Federal para Brasília, 1960, p. 7.

[8] Entrevista de Joffre Mozart Parada ao Correio Braziliense, apud TUBINO, Nina. Uma luz na história. Brasília: Editora Kelps, 2015, p. 138.

[9] Cf. Placa metálica afixada aos pés da cruz original em exposição na Catedral de Brasília.

 

 

 

 

 

 

 

 

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O Cruzeiro: uma estratégia para dar nome à nova capital.

 

A intenção de colocar uma cruz no ponto mais alto do lugar onde Brasília seria construída foi intencionalmente decidida pelo Marechal José Pessoa, presidente da Comissão de Localização da Capital Federal. Por meio daquele Cruzeiro ele desejava reforçar a sua intenção de que a nova capital se chamasse “Vera Cruz”. [10]  Mais do que identificar um ponto mais alto, a Praça do Cruzeiro nasce com a intenção de batizar a nova cidade-capital. A estratégia não surtiu efeito, contudo, um Cruzeiro de madeira esteve permanentemente fincado naquele lugar. Eleito Juscelino Kubitschek, este preferiu a sugestão do Patriarca da Independência, José Bonifácio: Brasília. [11]

 

[10] SILVA, Ernesto. História de Brasília. Editora Coordenada. Brasília, s/d, p. 86.

[11] SILVA, Ernesto. História de Brasília. Editora Coordenada. Brasília, s/d, p. 83.

 

 

 

 

 

 

 

 

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Cruz da Praça do Cruzeiro: a verdadeira pedra fundamental.

 

Testemunho do Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira: “Essa cruz constitui a verdadeira pedra fundamental da cidade. É, sem dúvida, seu marco histórico, e muito mais expressivo do que a placa, fundida no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, e colocada perto da cidade de Planaltina, dentro do quadrilátero Cruls.”[12]

 

[12] KUBITSCHEK, Juscelino. Por que construí Brasília, Senado Federal, Conselho Editorial, 2000, p. 32-33.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Praça do Cruzeiro – [1954-1955]: recebe o Marco Geodésico nº 8 do IBGE – Conselho Nacional de Geografia.

 

Para situar no chão do Cerrado o projeto da nova cidade capital no chão da Fazenda Bananal era necessário ter uma referência geodésica de Latitude e Longitude amarradas às coordenadas do Sistema Geodésico Brasileiro. [13] Foi exatamente na Praça do Cruzeiro que foi instalado o marco geodésico identificado por uma pequena bandeira à direita monumento. Foi com base nele que os topógrafos da NOVACAP colocaram o plano de Lucio Costa no chão.[14] Atualmente o Vértice nº 8 pode ser visto ao lado da Praça do Cruzeiro em concreto e pintado com tinta laranja.

 

[13] Cf. https://www.ibge.gov.br – Acesso em 08/03/2021.

[14] Entrevista do topógrafo Jethro Bello Torres ao Programa de História Oral do Arquivo Público do Distrito Federal.

 

 

 

 

 

 

 

Praça do Cruzeiro: ponto de referência da locação de Brasília.

Entrevista de Jethro Bello Torres ao Programa de História Oral do Arquivo Público do DF

 

“É o inicial, o marco sul do IBGE, o Vértice nº 8. Foi daqui, da parte geodésica do IBGE – Conselho Nacional de Geografia, junto ao Cruzeiro, que partiram as coordenadas. Não tinha nada, era tudo cerradão. Abriu-se então as primeiras picadas. Esse primeiro marco foi dos técnicos do IBGE, lá por 1954, 1955, que demarcaram essa rede de triangulação. Eram coordenadas que o Marechal José Pessoa havia providenciado. Este foi o ponto de partida [..] o ponto vetorial da geodésia de Brasília, o Vértice nº 8.”[15]

 

[15] Entrevista de Jethro Bello Torres para o Programa de História Oral do Arquivo Público do Distrito Federal. Conteúdo filmado.

 

 

 

 

 

 

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Praça do Cruzeiro – outubro de 1956: recebe a primeira visita do Presidente da República, Juscelino Kubitschek.

 

Em 19 de setembro de 1956 a NOVACAP, empresa pública encarregada da construção de Brasília, estava criada. Tendo em vista a iminência do início da construção da cidade capital, o Presidente Juscelino Kubitschek decide visitar pela primeira vez o local. No dia 02 de outubro de 1956, depois de pousar numa pista de pouso provisória aberta onde foi construída a Rodoferroviária, a Praça do Cruzeiro torna-se o palco da primeira visita do presidente da República.

 

 

 

 

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Praça do Cruzeiro – outubro de 1956: testemunha as primeiras impressões do Presidente JK.

 

O Cruzeiro testemunhou o primeiro contato do presidente da República, Juscelino Kubitschek de Oliveira, com a terra que iria acolher a nova capital: “Quando o avião sobrevoou o local da futura capital, concentrei-me em observar a região. […] Tudo era chato e plano – a vastidão desconcertante do vazio. Lá estava o Cruzeiro, de braços abertos, como que saudando os intrusos que chegavam pelo céu. […] Visitei o local onde se erguia o Cruzeiro, o qual, sendo o ponto mais elevado da região, permitia uma visão de conjunto do cenário que emolduraria a futura capital. A vista era maravilhosa.” [16]

 

[16] KUBITSCHEK, Juscelino. Por que construí Brasília, Senado Federal, Conselho Editorial, 2000, p. 46.

 

 

 

 

 

 

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Praça do Cruzeiro – outubro de 1956: local das primeiras decisões sobre as obras de Brasília.

 

Era urgente que os trabalhos de construção não esperassem o resultado do concurso do Plano-Piloto, que só sairia em março de 1957. Essa urgência levou JK a tomar algumas decisões durante a primeira visita, em 2 de outubro de 1956. [17] Lá estava a Praça do Cruzeiro a ser o palco das decisões relativas às primeiras obras a serem iniciadas. Ao redor do enorme Cruzeiro, JK, Oscar Niemeyer, Israel Pinheiro, recém-nomeado presidente da NOVACAP, com outros que se faziam presentes, começaram a examinar os mapas preparados para a ocasião. Como a prioridade era a construção de um aeroporto, e os projetos sugeriam três lugares, foi escolhido o local e decidido o início imediato da construção do aeroporto internacional de Brasília.[18]

 

[17] KUBITSCHEK, Juscelino. Por que construí Brasília, Senado Federal, Conselho Editorial, 2000, p. 46.

[18] Diário de Notícias. Apud TUBINO, Nina. Uma luz na história. Brasília: Editora Kelps, 2015, p. 535.

 

 

 

 

 

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Praça do Cruzeiro – outubro de 1956: de onde se decidiu localização da residência provisória do Presidente JK.

 

A criação de uma empresa dedicada exclusivamente à construção de Brasília havia sido aprovada em 19 de setembro de 1956. O lugar para instalar os galpões e a infraestrutura básica para receber os primeiros operários também já estava decidido. Contudo, a fim de acompanhar a construção da cidade, o presidente queria um lugar para morar provisoriamente enquanto não ficasse pronto o Palácio da Alvorada. Novamente, lá está o Cruzeiro testemunhando a escolha do local onde seria construída a residência provisória: “A seguir o Presidente Juscelino Kubitschek […] passou a examinar numerosos mapas, ficando então decidida a localização definitiva do núcleo pioneiro onde ficará a residência presidencial provisória, […] na Fazenda do Gama”.[19] A residência passou à história com o nome de Catetinho e foi construída, de surpresa, por um grupo de amigos do presidente JK.

 

[19] Diário de Notícias. Apud TUBINO, Nina. Uma luz na história. Brasília: Editora Kelps, 2015, p. 535.

 

 

 

 

 

 

 

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Praça do Cruzeiro – outubro de 1956: declaração pública do prazo dado para construção da capital.

 

Muitos deputados tinham aprovado a construção pois consideravam que o projeto da nova capital seria o túmulo político do presidente JK. Portanto, Juscelino Kubitschek considerava urgente deixar a cidade minimamente pronta para receber os poderes da República. Foi ali, na Praça do Cruzeiro que tornou pública[20] sua determinação: “O primeiro ponto a ser visitado pelo Sr. Juscelino Kubitschek foi o lugar onde se ergue um Cruzeiro […] Nesse local palestrou com os jornalistas. […] Disse o presidente da República aos jornalistas que o Sr. Israel Pinheiro, e demais diretores da Companhia Urbanizadora aceitaram o prazo de três anos e dez meses para a entrega das edificações e serviços indispensáveis à mudança definitiva do governo”.[21] Dali em diante, qual farol, o Cruzeiro iria testemunhar o que ficou conhecido como “o ritmo de Brasília”.

[20] Diário de Brasília – 1956-1957, Serviço de Documentação da Presidência da República, Rio de Janeiro, 1960, pág. 33.

[21] Diário de Notícias. Apud TUBINO, Nina. Uma luz na história. Brasília: Editora Kelps, 2015, p. 535.

 

 

 

 

 

 

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Praça do Cruzeiro – novembro de 1956: local do primeiro Culto Evangélico na capital.

 

Um grupo de pastores da Igreja Batista, motivados pelo desejo de cultuar a Deus e proclamar a mensagem do Evangelho de Cristo na nova capital da República que se erguia, tomou a iniciativa de começar a missão evangelizadora na nova capital. No dia 30 de novembro de 1956, os pastores batistas, Elias Brito Sobrinho, Silas de Brito Lopes, Marcelino Cardoso e James Musgrave Jr. se dirigiram até o Cruzeiro e celebraram a primeiro culto evangélico na nova capital.[22]  “Rezaram em conjunto pedindo as bençãos para a cidade que nascia”.[23] Em 7 de setembro de 1957 é organizada a primeira Igreja Batista de Brasília. [24]

 

[22] Berry, Edward G. Os batistas em Brasília, Juerp, 1963.

[23] Correio Braziliense, Edição Comemorativa da Transferência da Capital Federal para Brasília, 1960, p. 9.

[24] Berry, Edward G. Os batistas em Brasília, Juerp, 1963.

 

 

 

 

 

 

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Praça do Cruzeiro – abril de 1957: recebeu a visita de Lucio Costa, o “inventor” de Brasília.

 

Durante a construção da nova capital, uma única vez Lucio Costa, o criador da cidade, visitou o canteiro de obras. Os Eixos não estavam ainda locados, mas, uma enorme clareira aberta a partir da Praça do Cruzeiro em direção ao local onde estaria a Praça dos Três Poderes havia sido aberta para os trabalhos de topografia e dava uma indicação de onde o Eixo Monumental se localizaria. Assim, decidida a escolha pelo projeto de Lucio Costa, a convite do Presidente Juscelino Kubitschek, veio visitar o lugar em que sua genial criação ganharia vida. Nesta ocasião, JK levou-o até o Cruzeiro de Brasília.

 

 

 

 

 

 

 

 

Arpdf/BR DFARPDF NOV_Revista Brasília nº 04

 

 

O Cruzeiro – abril de 1957: presenciou o espanto do urbanista Lucio Costa.

 

Era 2 de abril de 1957, na primeira e única visita que Lucio Costa fez ao lugar onde Brasília seria construída, estando ao lado de JK e do Cruzeiro que permitia ver várias picadas[25] preparadas para iniciar os trabalhos de locação da cidade, pela primeira vez pode pisar no terreno em que sua criação iria pousar… e se extasiou com o que viu: “Fiquei apavorado. Meu Deus, que loucura, onde eu fui me meter. Aí foi que senti a escala desmedida. Me pareceu uma coisa em outra escala, diferente daquela em que eu tinha concebido a cidade, que, mentalmente, era mais compacta.”[26]

 

[25] Entrevista de Adirson Vasconcelos. Apud TUBINO, Nina. Uma luz na história. Brasília: Editora Kelps, 2015, p. 145.

[26] Entrevista de Lucio Costa para o Jornal do Brasil. Apud Correio Braziliense, 05/12/2014.

 

 

 

 

 

 

Arpdf/BR DFARPDF NOV_Revista Brasília nº 07

 

Praça do Cruzeiro – abril de 1957: assiste o dia do nascimento de Brasília.

 

Em 16 de março o concurso nacional havia escolhido o projeto urbano de Lucio Costa para a construção da cidade capital. As coordenadas foram calculadas no Rio de Janeiro por Augusto Guimarães Filho, escolhido por Lucio Costa para levar o projeto adiante, e foram enviadas ao chefe da equipe de topógrafos da NOVACAP: Joffre Mozart Parada. O dia seria histórico! O Vértice nº 8 do IBGE já estava lá na Praça do Cruzeiro a indicar as referências topográficas. Cientes da importância do momento, o Cruzeiro foi escolhido como testemunha oficial do evento. Toda a equipe se colocou ao redor da enorme cruz para a foto histórica. “Em 20 de abril, 16 homens, entre topógrafos, ajudantes de topógrafos e motoristas, pousaram para uma foto histórica, no Cruzeiro, ao lado de Joffre Parada. Naquele dia, íamos cravar o primeiro marco do Plano Piloto. […] Com uma equipe de uns 10 homens, fomos descendo com o teodolito, locando o Eixo Monumental até a Praça dos Três Poderes.”[1] Quem fincou a Estaca Zero no chão foi o engenheiro e agrimensor Ronaldo de Alcântara Velloso.[2]  A partir daquela colina que tudo testemunhava, nascia Brasília.

 

[1] Entrevista do engenheiro e agrimensor Ronaldo de Alcântara Velloso. Apud Correio Braziliense, 30/07/2011.

[2] Entrevista de Jethro Bello Torres para o Programa de História Oral do Arquivo Público do Distrito Federal. Conteúdo filmado.

 

 

Arpdf/Coleção Documentos Goyaz_ArPDF_Acervo Altamiro de Moura Pacheco


Praça do Cruzeiro – maio de 1957: assiste a primeira missa em Brasília.

 

No dia 3 de maio de 1957, o Cruzeiro recebe mais de 15.000 pessoas para a celebração da primeira missa em Brasília. Para presidir a celebração, na ocasião ainda celebrada em língua Latina, o Presidente Juscelino Kubitschek convidou Dom Carlos Carmelo de Vasconcellos Motta, Arcebispo de São Paulo. Toda a liturgia foi feita associando a primeira missa em Brasília à primeira missa rezada em 3 de maio de 1500, após a chegada dos portugueses na América, com o intuito de promover a visão da redescoberta do Brasil por meio da interiorização e construção de uma nova capital no coração do território brasileiro. “A 3 de maio, Brasília torna-se autenticamente brasileira, porque, desde as origens, o Brasil existe com a presença de Cristo. Com a Primeira Missa planta-se em Brasília uma semente espiritual.”[3]

 

[3] Diário de Brasília – 1956-1957, Serviço de Documentação da Presidência da República, Rio de Janeiro, 1960, pág. 85.

 

 

Arpdf/BR DFARPDF NOV_Revista Braasília nº 05

 

Praça do Cruzeiro – maio de 1957: acolhe a primeira imagem de Nossa Senhora Aparecida.

 

A primeira missa em Brasília foi celebrada sob imenso toldo de lona, em chão assoalhado, onde foi montado o altar em cujo centro foi entronizada, pela primeira vez, a imagem de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil e madrinha de Brasília. [4] Atrás da imagem foi estendida a bandeira do Brasil.

 

[4] KUBITSCHEK, Juscelino. Por que construí Brasília, Senado Federal, Conselho Editorial, 2000, p. 77

 

Arpdf/ 31107_BR DFARPDF SCS-JF_10_3_C_1

 

Praça do Cruzeiro – maio de 1957: presencia o primeiro batizado em Brasília.

Antes de iniciar a celebração da Missa, o Cruzeiro presenciou o primeiro batizado na nova capital. Dom Carlos Carmelo de Vasconcellos Motta, Arcebispo de São Paulo, batizou[5] o menino Brasílio Franklin, cujo padrinho foi o Presidente Juscelino Kubitschek e, madrinha, sua esposa Sara Kubitschek, segundo texto autobiográfico. [6] Curiosamente, a REVISTA BRASÍLIA, fonte oficial de comunicação da NOVACAP, informa que a madrinha foi Dna. Coracy Pinheiro, esposa de Israel Pinheiro. [7]

 

[5] Revista Brasília – Número especial da primeira missa, 1957.

[6] KUBITSCHEK, Juscelino. Por que construí Brasília, p. 88. Edição do Senado em PDF

[7] Revista Brasília – Número especial da primeira missa, 1957.

 

 

Arpdf/BR DFARPDF NOV_Revista Braasília nº 05

 

Praça do Cruzeiro – maio de 1957: acompanha a primeira transmissão radiofônica de evento coletivo em Brasília.

 

Na década de 1950, o rádio é o mais importante meio de comunicação de massa. A Praça do Cruzeiro se tornou, na manhã de 3 de maio de 1957, a protagonista da primeira transmissão radiofônica de um evento coletivo no imenso canteiro de obras que se tornava a Fazenda Bananal, local da construção da nova capital, quando, por ocasião da primeira missa, a Agência Nacional irradiou a solenidade religiosa para todo o país[8]

[8] Diário de Brasília – 1956-1957, Serviço de Documentação da Presidência da República, Rio de Janeiro, 1960.

 

 

Arpdf/BR DFARPDF NOV_Revista Braasília nº 05

 

Praça do Cruzeiro – maio de 1957: testemunha o primeiro discurso de JK em Brasília.

 

No final da primeira missa em Brasília, o Presidente Juscelino Kubitschek fez seu primeiro discurso oficial na nova cidade que estava nascendo: “Era a primeira vez que fazia um discurso oficial na nova capital. ‘Estamos, todos nós, altos dignitários da Igreja, militares, homens de Estado, todos nós aqui” — declarei — “reunidos, vivendo uma hora que a História vai fixar. Hoje é o dia da Santa Cruz, dia em que a capital recém-nascida recebe o seu batismo cristão; dia em que a cidade do futuro, a cidade que representa o encontro da pátria brasileira com o seu próprio centro de gravitação, recolhe a sua alma eterna… Dia em que Brasília, ontem apenas uma esperança e hoje, entre todas, a mais nova das filhas do Brasil, começa a erguer-se, integrada no espírito cristão, causa, princípio e fundamento da nossa unidade nacional. Dia em que Brasília se torna automaticamente brasileira. Este é o dia do batismo do Brasil novo. É o dia da Esperança. É o dia da cidade que nasce’.” [9]

 

[9] KUBITSCHEK, Juscelino. Por que construí Brasília, Senado Federal, Conselho Editorial, 2000, p. 89.

 

 

Arpdf/31105_BR DFARPDF SCS-JF_10_3_C_1

 

Praça do Cruzeiro – maio de 1957: local da primeira apresentação de um coral em Brasília.

 

Durante a celebração da missa pioneira, a Praça do Cruzeiro assistiu à primeira apresentação de um coral na nova cidade em construção. Os cânticos sacros da celebração religiosa foram entoados pelo Coral Feminino da Universidade de Minas Gerais[10] que apresentou as canções da “Missa Brévis”, composta por Giovanni Pierluigi da Palestrina, publicada pela primeira vez no século XVI.

 

[10] SILVA, Ernesto. História de Brasília. Editora Coordenada. Brasília, s/d, p. 147.

 

 

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Praça do Cruzeiro – maio de 1957: assiste a presença de índios Carajás.

 

Um grupo de índios da etnia Carajá, vindos da Ilha Bananal, foi a primeira delegação indígena a se apresentar na nova capital. A visita deu-se por ocasião da primeira missa em Brasília, em 3 de maio de 1957. Segundo o Presidente JK: “Após a cerimônia, teve lugar a homenagem que os índios carajás desejavam me prestar. Foi um espetáculo tocante e digno de registro. Os silvícolas ofertaram-me lanças, bordunas, tacapes e flechas. O cacique fez-me uma saudação, chamando-me ‘Grande Chefe’, e, enquanto a assistência aplaudia, os demais índios gritavam”. [11]

 

[11] KUBITSCHEK, Juscelino. Meu caminho para Brasília. Rio de Janeiro, Edições Bloch, Rio 1978, p. 146.

 

 

Arpdf/BR DFARPDF NOV_Revista Brasília nº 19

 

Praça do Cruzeiro… maio de 1957: recebe estrada ligando diretamente ao Aeroporto!

 

Faltando poucos dias para a realização da primeira missa em Brasília, a Praça do Cruzeiro recebeu uma estrada ligando-a diretamente ao Aeroporto Internacional de Brasília, inaugurado oficialmente no mesmo dia da missa pioneira. A pista, facilmente perceptível em foto aérea por cortar a embrionária Asa Sul, foi aberta às pressas pelo chefe da equipe de topografia da NOVACAP, Joffre Mozart Parada que, de dentro de um teco-teco orientava um topógrafo em terra a direção do aeroporto e, este por sua vez, ia dando rumo ao tratorista da Diretoria de Viação e Obras da NOVACAP para seguir em linha reta.[12]

 

[12] Cf. Entrevista de Adirson Vasconcelos, Correio Braziliense, 19 de setembro de 1976. Apud TUBINO, Nina. Uma luz na história. Brasília: Editora Kelps, 2015, p. 143.

 

 

Arpdf/Coleção Documentos Goyaz_ArPDF_Acervo Altamiro de Moura Pacheco

 

Praça do Cruzeiro – maio de 1957: ponto de chegada dos visitantes durante a construção.

 

Devido à localização privilegiada, o Cruzeiro era o primeiro ponto a partir do qual os visitantes se dirigiam quando das visitas às obras de Brasília. Conforme reportagens da Revista Brasília, órgão oficial da NOVACAP, muitas visitas começavam no “Cruzeiro”, aproveitando uma pista que ligava o aeroporto ao Cruzeiro. Depois de contemplarem o campo de obras como um todo, partiam daquela colina para visitar os canteiros de obras.

 

 

Arpdf/Coleção Documentos Goyaz_ArPDF_Acervo Altamiro de Moura Pacheco

 

Praça do Cruzeiro – junho de 1957: recebe o primeiro presidente estrangeiro a visitar Brasília.

 

O primeiro chefe de Estado estrangeiro a visitar Brasília foi o presidente de Portugal, Francisco Higino Craveiro Lopes, em 2 de junho de 1957. O convite tinha uma simbologia: como os portugueses foram os primeiros europeus a chegar ao território que se tornaria o Brasil, deveriam ser também os primeiros a chegar em Brasília.[13] Na ocasião, Presidente Craveiro Lopes foi até o Cruzeiro e descerrou uma placa na qual se indicava que naquele local se ergueria um memorial à comunidade Luso-brasileira: “Placa comemorativa da visita do Exmo. Sr. Gen. Francisco Higino Craveiro Lopes, Presidente da República de Portugal e do Exmo. Sr. Dr. Juscelino Kubitschek de Oliveira, Presidente da República dos E.U do Brasil. Neste local, em honra à comunidade luso-brasileira, será erguido um monumento dedicado à raça e em memória dos heróis que fundaram este país. XXI – VI – MCMLVII”.[14] Imagens do acervo do Arquivo Público confirmam que a placa ficou durante algum tempo fixada à base do Cruzeiro.

 

[13] RIBEIRO, Gustavo Lins. O Capital da Esperança. A Experiência dos Trabalhadores na Construção de Brasília. Brasília: Ed. UnB, 2008, p. 40.

[14] Revista Brasília, Ano I, Junho de 1957, Número 6.

 

 

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Praça do Cruzeiro – inícios de 1958 – testemunha a instalação do primeiro reservatório d’água para Brasília.

 

Por ser o ponto mais alto do lugar escolhido para a construção de Brasília – 1.172 metros de altitude – a Praça do Cruzeiro testemunhou, ao seu lado, a construção do Reservatório nº 1 que iria alimentar toda a rede de distribuição de água potável para Brasília. O Presidente JK relata em sua biografia: “Abriam-se valas ao longo das ruas e, por elas, corriam canos, à espera da água que estava captada na barragem do rio Torto e que, dali, seguiria para o Reservatório R-1 — em construção — no alto do Cruzeiro.” [15]

 

[15] KUBITSCHEK, Juscelino. Por que construí Brasília, Senado Federal, Conselho Editorial, 2000, p. 112.

 

 

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Praça do Cruzeiro – 1960: batiza o setor de residências econômicas sul: o Cruzeiro.

 

O Setor de Residências Econômicas Sul nasceu com o nome de “Gavião” devido a quantidade destes pássaros na localidade.[16] A comunidade considerava o nome depreciativo. “Com este espírito foi que um grupo de moradores procurou, em 1960, o jornal [Correio Braziliense] para dizer de sua insatisfação com o nome do local onde moravam. O batismo, então, de Cruzeiro tinha dois fundamentos lógicos: o bairro ficava próximo ao Cruzeiro onde fora celebrada a primeira missa de Brasília e um ônibus da TCB – Transportes Coletivos de Brasília fazia uma linha com o nome ‘Cruzeiro’ e ia até o Gavião”.[17] Assim, por causa da Praça do Cruzeiro, o antigo Gavião foi rebatizado para Cruzeiro.

 

[16] SOUSA, Rafael Fernandes de. Cruzeiro – Retratos de sua história – 1959-2009. Brasília: FACDF, 2010.

[17] VASCONCELOS, José Adirson. As cidades satélites de Brasília. Brasília: Gráfica do Senado Federal, 1988, p. 349.

 

 

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Praça do Cruzeiro – 1974: recebe tratamento paisagístico atual.

 

A atual aparência arquitetônica da Praça do Cruzeiro foi construída em 1974 a partir do projeto do arquiteto Oscar Niemeyer. Toda a renovação arquitetônica e paisagística surgiu a partir do Cruzeiro. “O elemento principal da praça é uma base de planta circular, com um canteiro central gramado onde está o Cruzeiro, rodeado por um anel de água, e uma plataforma pavimentada com pedra portuguesa de cor branca onde circulam os transeuntes. A base é delimitada por um banco de concreto com formato em “C”, debaixo do qual podem ser colocadas velas.” [18]

 

[18] ARAÚJO, Roberto Gonçalves. Cinquenta anos do mobiliário urbano de transporte público em Brasília. Dissertação apresentada ao Programa de Pós-graduação da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília, 2010.

 

 

 

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Praça do Cruzeiro – recebe à sua frente o Memorial JK.

 

Em 12 de setembro de 1981 é inaugurado o Memorial JK, em frente à Praça do Cruzeiro. Neste mesmo dia os restos mortais do Presidente Juscelino Kubitschek foram transferidos para uma câmara mortuária construída dentro do Memorial. Sob o olhar permanente do Cruzeiro que o tinha recebido pela primeira vez em 2 de outubro de 1956, descansa agora o corpo do Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Clique na foto para acessar o Street View da Praça do Cruzeiro

 

 

 

 


Imagens de 1-16

[1] SILVA, Ernesto. História de Brasília. Editora Coordenada. Brasília, s/d, p. 63-65.

[2] Ernesto Silva. Entrevista do Programa de História Oral do ArPDF.

[3] SILVA, Ernesto. História de Brasília. Editora Coordenada. Brasília, s/d, p. 63-65.

[4] Cf. Diário Oficial da República de 10 de setembro de 1955. Apud SILVA, Ernesto. História de Brasília. Editora Coordenada. Brasília, s/d, p. 85.

[5] Léa Sayão. Meu pai Bernardo Sayão, 6ª edição. Brasília, 2004, p. 127.

[6] Entrevista de Jofre Mozart Parada ao Correio Braziliense, apud TUBINO, Nina. Uma luz na história. Brasília: Editora Kelps, 2015, p. 138.

[7] Ernesto Silva IN Correio Braziliense, Edição Comemorativa da Transferência da Capital Federal para Brasília, 1960, p. 7.

[8] Entrevista de Joffre Mozart Parada ao Correio Braziliense, apud TUBINO, Nina. Uma luz na história. Brasília: Editora Kelps, 2015, p. 138.

[9] Cf. Placa metálica afixada aos pés da cruz original em exposição na Catedral de Brasília.

[10] SILVA, Ernesto. História de Brasília. Editora Coordenada. Brasília, s/d, p. 86.

[11] SILVA, Ernesto. História de Brasília. Editora Coordenada. Brasília, s/d, p. 83.

[12] KUBITSCHEK, Juscelino. Por que construí Brasília, Senado Federal, Conselho Editorial, 2000, p. 32-33.

[13] Cf. https://www.ibge.gov.br – Acesso em 08/03/2021.

[14] Entrevista do topógrafo Jethro Bello Torres ao Programa de História Oral do Arquivo Público do Distrito Federal.

[15] Entrevista de Jethro Bello Torres para o Programa de História Oral do Arquivo Público do Distrito Federal. Conteúdo filmado.

[16] KUBITSCHEK, Juscelino. Por que construí Brasília, Senado Federal, Conselho Editorial, 2000, p. 46.

[17] KUBITSCHEK, Juscelino. Por que construí Brasília, Senado Federal, Conselho Editorial, 2000, p. 46.

[18] Diário de Notícias. Apud TUBINO, Nina. Uma luz na história. Brasília: Editora Kelps, 2015, p. 535.

[19] Diário de Notícias. Apud TUBINO, Nina. Uma luz na história. Brasília: Editora Kelps, 2015, p. 535.

[20] Diário de Brasília – 1956-1957, Serviço de Documentação da Presidência da República, Rio de Janeiro, 1960, pág. 33.

[21] Diário de Notícias. Apud TUBINO, Nina. Uma luz na história. Brasília: Editora Kelps, 2015, p. 535.

[22] Berry, Edward G. Os batistas em Brasília, Juerp, 1963.

[23] Correio Braziliense, Edição Comemorativa da Transferência da Capital Federal para Brasília, 1960, p. 9.

[24] Berry, Edward G. Os batistas em Brasília, Juerp, 1963.

[25] Entrevista de Adirson Vasconcelos. Apud TUBINO, Nina. Uma luz na história. Brasília: Editora Kelps, 2015, p. 145.

[26] Entrevista de Lucio Costa para o Jornal do Brasil. Apud Correio Braziliense, 05/12/2014.

 

 

Imagens de 17-31

[1] Entrevista do engenheiro e agrimensor Ronaldo de Alcântara Velloso. Apud Correio Braziliense, 30/07/2011.

[2] Entrevista de Jethro Bello Torres para o Programa de História Oral do Arquivo Público do Distrito Federal. Conteúdo filmado.

[3] Diário de Brasília – 1956-1957, Serviço de Documentação da Presidência da República, Rio de Janeiro, 1960, pág. 85.

[4] KUBITSCHEK, Juscelino. Por que construí Brasília, Senado Federal, Conselho Editorial, 2000, p. 77

[5] Revista Brasília – Número especial da primeira missa, 1957.

[6] KUBITSCHEK, Juscelino. Por que construí Brasília, p. 88. Edição do Senado em PDF

[7] Revista Brasília – Número especial da primeira missa, 1957.

[8] Diário de Brasília – 1956-1957, Serviço de Documentação da Presidência da República, Rio de Janeiro, 1960.

[9] KUBITSCHEK, Juscelino. Por que construí Brasília, Senado Federal, Conselho Editorial, 2000, p. 89.

[10] SILVA, Ernesto. História de Brasília. Editora Coordenada. Brasília, s/d, p. 147.

[11] KUBITSCHEK, Juscelino. Meu caminho para Brasília. Rio de Janeiro, Edições Bloch, Rio 1978, p. 146.

[12] Cf. Entrevista de Adirson Vasconcelos, Correio Braziliense, 19 de setembro de 1976. Apud TUBINO, Nina. Uma luz na história. Brasília: Editora Kelps, 2015, p. 143.

[13] RIBEIRO, Gustavo Lins. O Capital da Esperança. A Experiência dos Trabalhadores na Construção de Brasília. Brasília: Ed. UnB, 2008, p. 40.

[14] Revista Brasília, Ano I, Junho de 1957, Número 6.

[15] KUBITSCHEK, Juscelino. Por que construí Brasília, Senado Federal, Conselho Editorial, 2000, p. 112.

[16] SOUSA, Rafael Fernandes de. Cruzeiro – Retratos de sua história – 1959-2009. Brasília: FACDF, 2010.

[17] VASCONCELOS, José Adirson. As cidades satélites de Brasília. Brasília: Gráfica do Senado Federal, 1988, p. 349.

[18] ARAÚJO, Roberto Gonçalves. Cinquenta anos do mobiliário urbano de transporte público em Brasília. Dissertação apresentada ao Programa de Pós-graduação da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília, 2010.

 


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