Governo do Distrito Federal
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Núcleos de Apoio

 

 

“Tudo se transforma em alvorada nesta cidade que se abre para o amanhã”
(Juscelino Kubitschek)

 

Arpdf/Canteiro de Obras Fundo Novacap – Arquivo Público do DF

 

 

Arpdf/Topógrafos em serviço Fundo Novacap – Arquivo Público do DF

 

(*) As cartas, bem como seus remetentes, são obras de ficção. Elas se baseiam em relatos de pioneiros, pertencentes aos acervos audiovisuais do Arquivo Público do Distrito Federal e em entrevistas dadas por eles a vários órgãos de imprensa.

 

 

 

Arpdf/Datilógrafa Fundo Novacap

São ao mesmo tempo um esforço para contextualizar o leitor contemporâneo sobre o olhar e as experiências vividas por alguns daqueles que aqui chegaram entre os anos de 1956 e 1960, precursores da inauguração da cidade de Brasília, e uma maneira de homenagear os milhares de heróis desconhecidos, personagens desta grande epopeia que foi erguer no chão do cerrado do Planalto Central uma cidade que se abriria para a eternidade.


Carta 1 – Quim

“Dorinha, minha flor,

Ainda estou no caminho, mas basta eu fechar os olhos, para seus olhos molhados virarem os meus. Nessa poeira de estrada sem fim, só a esperança que me fez subir nesse caminhão é que me faz pensar que vai valer a pena ter vindo

 

Estrada rumo a Brasília Fundo Novacap – Arquivo Público do DF

 

Mas é que quando o moço disse que essa Brasília ia ser igual a uma lavadeira gigante (1), saindo do papel rumo a um lago pensado só pra ela, eu não pude resistir a ser parte desse povo que ia fazer nascer do pó uma cidade que é o futuro no agora!”

 

 

 

Croquis de Lucio Costa para o Plano Piloto de Brasília Fundo – Arquivo Público do DF

 

 

 

 

 

 

Desenho do Plano Piloto, de Lucio Costa Fundo – Arquivo Público do DF


Lavadeira o nome popular que se dá às libélulas, insetos carnívoros que habitam regiões de rios e lagos. Os traços de Lucio Costa para Brasília suscitam leituras diferentes a respeito do formato do Plano Piloto. Alguns dizem ser uma libélula, uma borboleta; outros, um avião, já que Brasília é a primeira capital do mundo construída na era das aeronaves; há os que veem um arco e uma flecha tencionados…

 

 

Lucio Costa apresenta seu projeto para o Plano Piloto de Brasília Fundo – Arquivo Público do DF (Mario Fontenelle)

 

E os que veem o sinal da cruz, como pensado pelo próprio Lucio Costa. O certo é que a propaganda da época falava do esplendor da Nova Capital. Ela seria um marco, um divisor de águas entre um país retrógrado e uma nação aberta para o futuro. Era a promessa da concretização da grandiosidade do Brasil, “o gigante adormecido das Américas!”

 

 

 


Carta 2 – Quim

“Minha Dorinha,

A fome não me deixa dormir… Conheci um homem no caminhão (2). Ele trouxe a família toda na viagem: a mulher e cinco filhos. Os meninos choram o tempo todo. O menor está doentinho e, por isso eles vieram todos. Dei minha comida para eles.

 

Pioneiros chegando a Brasília Fundo Novacap – Arquivo Público do DF

 

 

Ele falou que ouviu dizer que em Brasília, quem sabe ler e escrever consegue bom trabalho.

Ele me contou que a mãe era professora e que ela pegava na mão dele para ele aprender a escrever. Mas a mãe morreu quando o irmão mais novo nasceu. Aí o pai dele quebrou o lápis, queimou os cadernos. Disse que na roça, o que vale mesmo é a enxada.

 

 

 

 

 

Trabalhadores chegam à nova Capital Fundo Novacap – Arquivo Público do DF

 

 

Mas, nos escuros da casa, quando todo mundo dormia, ele escrevia com o dedo mesmo, no reto do pano da rede, só pra lembrar da mão da mãe, na mão dele.

Aí ele não desaprendeu e, como a seca tem castigado, eles vieram tentar a sorte e não morrer de fome.”

 

 

Trabalhadores vinham de todo o Brasil – Família gaúcha Fundo Novacap – Arquivo Público do DF

 

 

 

 

 

(2) Trabalhadores Fundo Novacap – Arquivo Público do DF

 

(2)

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), publicados no livro Veredas de Brasília: As Expedições Geográficas em Busca de um Sonho (2010), em 1956, quando começaram as obras, chegaram aqui pouco mais de 250 trabalhadores. Em janeiro de 1957, á eram 2.500 trabalhadores. Em julho, 12.283 candangos. Oito meses depois, em março de 1958, já são 28 mil trabalhadores nos canteiros de obras da cidade.

 

 

 

 

 

Avenida comercial da Cidade Livre Fundo Novacap – Arquivo Público

 

 

Em maio de 1959 foi aplicado um censo experimental, cujo cálculo aponta um crescimento mensal médio de 2,1 mil pessoas. Ainda segundo este censo, no início da construção de Brasília, existiam 192 homens para cada grupo de 100 mulheres.

 

 

 

 

 

 

Avenida da Cidade Livre Fundo – Arquivo Público do DF

 

 

Não se pode precisar o número exato de trabalhadores em abril de 1960, quando da inauguração, mas acredita-se que a cidade já abrigava mais de 120 mil pessoas.

A maioria dos que para cá vieram, partiram do Nordeste, expulsos talvez pela grande seca de 1958, em busca melhores condições de vida.

 

 

 


Carta 3 – Quim

“Dorinha, flor,

Ainda não vi a tal lavadeira gigante, mas vi uma Cidade Livre (3)!

O caminhão deixou a gente aqui. A cidade é toda feita de madeira, igual aquelas do filme do Velho Oeste que a gente viu uma vez.

 

A Cidade Livre, construída toda em madeira Fundo Novacap – Arquivo Público do DF

 

Tem três ruas largas, tem água em algumas casas, luz elétrica a base de gerador, e tem dois negócios amarrados nuns postes, que o povo aqui chama de alto falante. Deve ser porque fica bem no alto!

Esses alto falantes tocam música e dão notícias de empregos.

 

 

 

 

Arpdf/Vista aérea de casas na Cidade Livre Fundo Novacap – Arquivo Público do DF

 

 

Ouvi falar numa tal de Candangolândia. Parece que é lá que eles pegam o povo para trabalhar. E olha que o que não falta aqui é trabalho! Dizem que tem trabalho para o dia e a noite!

O alto falante chamou quem sabe ler e escrever para um emprego de almoxerifado.

Acho que aqui deve ser o novo Velho Oeste mesmo. Tem até xerife!”

 

 

 

Arpdf/Fila de trabalhadores em busca de emprego 

 

Arpdf/Encontrava-se de tudo na Cidade Livre (3)

 

 

(3)

Antes de Brasília ser construída, dois núcleos urbanos provisórios foram montados. A Cidade Livre, idealizada por Bernardo Sayão (um dos diretores da Novacap), recebeu este nome porque, para estimular a vinda de comerciantes para Brasília, os administradores da época ofereciam àqueles que quisessem

instalar seus negócios, a isenção de impostos.

 

 

 

 

 

 

 

Arpdf/Encontrava-se de tudo na Cidade Livre   

 

 

Mas este era um contrato de comodato. Ele previ que as construções fossem levantadas em madeira para que, findos os quatro anos da construção da Nova Capital, todas as edificações da Cidade Livre fossem desmontadas.

 

 

 

 

Arpdf/Trabalhadores na Cidade Livre

 

A Cidade Livre era o ponto de chegada dos trabalhadores que, quando conseguiam emprego nas construtoras responsáveis por erguer o Plano Piloto, eram instalados nos dormitórios das empresas, ou se ajeitavam em conjuntos de barracos precários construídos por eles mesmos, as chamadas “invasões”.

 

 


 

 

Carta 4 – Quim

“Dorinha,

Fala pro meu primo Chico que ele é que ia gostar daqui!

A cidade é das mais animadas! Até parece que tem quermesse todo dia!

Os armazéns são cheios de coisas. Tem loja de roupa pronta. Tem cinema, hotel, restaurante…

 

 

 

Arpdf Rua comercial – Cidade Livre

 

 

E, lá embaixo, no fim da rua principal, fica a casa d’umas moças bonitas pra os que querem namorar.

Mas, olha… Eu nunca fui lá, não, viu! Só sei disso, porque fui andando pra conhecer a cidade…” (4)

 

 

 

Arpdf/Avenida principal – Cidade Livre (4)

 

(4) 

A Cidade Livre, que mais tarde recebeu o nome de Núcleo Provisório dos Bandeirantes e depois, simplesmente, Núcleo Bandeirante, era responsável pelo abastecimento dos moradores de Brasília.

 

 

Alfaiataria na avenida principal da Cidade Livre (4)

 

 

(5)

Inclusive era lá que se encontravam os serviços especializados, como oficinas mecânicas, marcenaria, estúdio fotográfico, agência bancária e a região boêmia, com seus bares e “zona de tolerância”, como era chamada a região dos prostíbulos.

 

 

 

 

Avenida central da Cidade Livre (5)

 

Arpdf/Cinema – Cidade Livre

 

 

 

 

 

Lá também funcionou o primeiro cinema da cidade, o Cine Bandeirante. O Cine Brasília, projetado por Oscar Niemeyer e construído na Asa Sul, viria anos mais tarde.

 

 

 

 


 

Carta 5 – Quim

“Dorinha, minha flor…

Descobri que o jornal que chegava todos os dias de avião aqui, vai abrir um escritório na cidade.

Amanhã de manhã vou lá me apresentar. Quem sabe, nessa terra que alimenta tantos sonhos, eu possa realizar o meu de virar escritor também… Quero contar a história dessa cidade!

 

 

 

 

Arpdf/Os primeiros jornais chegavam a Brasília de avião

 

Não a de Brasília, de concreto, que vai ficar para a humanidade e que já é notícia até nas estranjas…Mas dessa Brasília que pensam ser provisória, construída de madeira, mas que é de carne e osso, de braços que, com suor e sofrimento, ergueram aquela outra. Se a outra é de aço e concreto e, por isso, eterna, se enganam os que pensam que vão poder aterrar esta de madeira, porque foi esta que alicerçou aquela…  e esta aqui é feita de algo mais poderoso que o aço. Ela é feita de sonhos e esperanças (5)

 

 

 

 

 

 

Arpdf/Cidade Livre (5)

 

 

 

 

Arpdf/Brasília ganhou manchetes em jornais de todo o mundo Fundo Novacap – Arquivo Público DF

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

E se amanhã eu conseguir colocação no jornal, com meu segundo vencimento, vou aí te buscar. A gente se casa e você vem para Brasília comigo, ver que esse lugar tinha que ser mesmo inventado!”

 

 

 

 

 

 

 

 

Arpdf/Cidade Livre – Migrantes (6)

 

(6)

De acordo com informações do IPHAN, quando, em abril de 1960 começaram a surgir os boatos de desmontagem da Cidade Livre, os moradores organizaram-se e deram origem ao Movimento Pró-Fixação e Urbanização do Núcleo Bandeirante (MPFUNB).

 

 

 

Arpdf/Pessoas encaminhadas às cidades de origem

 

Mesmo assim, ainda segundo a instituição, em 1971 mais de oitenta mil moradores das vilas próximas à Cidade Livre foram realocados para as cidades satélites, principalmente para a Ceilândia.

 

 

 

Arpdf/Rua movimentada da Cidade Livre

 

Entretanto, o Movimento organizou-se de tal maneira, que no final dos anos de 1970, o Núcleo Bandeirante Tradicional já estava quase todo urbanizado.

Assim, não teve volta: o Núcleo Bandeirante tornou-se, cidade-satélite, criada por força de lei, votada no Congresso e sancionada pelo presidente da República.

 

 


 

Carta 1 – João Abelardo

 “Minha muito amada esposa Helena,

Começo estas linhas com toda a saudade!

Aqui os dias têm corrido de forma exaustiva. Somos o único ponto de apoio para nem sei qual número de pessoas. A cada dia chegam novos caminhões, novas jardineiras, a trazer homens com quase nenhuma bagagem, mas com toda força de vontade para o trabalho.

 

 

 

 

 

 

Arpdf/Caminhões e ônibus na Cidade Livre

 

 

 

 

O hospital (6) é pequeno, mas bem apetrechado, e apesar do trabalho duro, sinto-me como aqueles médicos das pequenas vilas do interior.

Aliás, por falar em vila, as construções em torno do hospital formam uma pequena vila muito agradável. Creio que você gostará muito de vir morar aqui e apreciará a companhia das vizinhas.”

 

 

 

 

Arpdf/Vila do Hospital do IAPI (6)

 

 

(7)

O Hospital do Instituto de Aposentadorias e Pensões dos Industriários (IAPI), aberto em 1957, primeira unidade hospitalar da cidade, foi rebatizado de Hospital Juscelino Kubistchek de Oliveira (HJKO). Construído em madeira, em 60 dias, ficava localizado entre a Cidade Livre (o Núcleo Bandeirante) e a Vila Operária (a Candangolândia).

 

 

 

 

 

Vila do Hospital do IAPI (7)

 

 

O movimento era intenso também porque lá se expediam as “carteiras de saúde”, obrigatórias para as contratações feitas pelas construtoras que atuavam nas obras da futura capital. Nas dependências do Hospital do IAPI hoje funciona o Museu Vivo da Memória Candanga.

 

 

 

Arpdf/Trabalhadores da construção

 

 

 


Carta 2 – João Abelardo

“Minha mais bela troiana…

Hoje meu coração se fez contente. Minhas mãos ajudaram a vir à luz o primeiro candanguinho, nascido nesta que será a cidade mais moderna do mundo (7). É um menino forte e por certo, será valente como cabe àqueles que nascem em Cidades Livres e que vieram desbravar estas terras de meu Deus.”

 

 

 

 

Arpdf/Operários em horário de descanso

 

 

(8)

Brasília, marco da arquitetura e do urbanismo, foi incluída na lista dos bens de valor universal, pelo Comitê do Patrimônio Mundial, Cultural e Natural da Unesco em 7 de dezembro de 1987. A cidade é detentora da maior área tombada do mundo – mais de 112 km². A área inclui o Plano Piloto, o Cruzeiro, o Sudoeste-Octogonal e a Candangolândia.

 

 

Arpdf/Caminhão transporta operários para obra Fundo Novacap – Arquivo Público do DF (8)

 

Bens culturais, como o Centro de Ensino da Metropolitana, Igreja Nossa Senhora Aparecida e o Hospital Juscelino Kubitschek de Oliveira, todos localizados no Núcleo Bandeirante, fazem parte do Patrimônio Histórico Cultural de Brasília.

 

 

 

 

 

Arpdf/Hospital do IAPI – Hoje, Museu da Memória Candanga

 

 

 

 


 

Carta 3 – João Abelardo

“Helena…

Quantas batalhas há, para além de Troia!

Os estoques de remédios que eu trouxe estão a acabar. As diarreias, as doenças venéreas, as picadas de cobra são mais frequentes que eu supunha. Mas a doença que mais castiga mesmo essas pobres almas mortais, é a saudade…

 

 

 

Arpdf/Trabalhadores da construção

 

Somada a ela, a desnutrição e as jornadas exaustivas de trabalho. Um sem número de homens se queixam de dores aqui, dores ali… Dou a eles um remédio qualquer para amenizar as dores musculares; eles o somam à cachaça… e muitos deles dançam pelos ares…

 

 

 

 

 

 

 

Arpdf/Operários no café da manhã

 

Outra queixa frequente é sobre as inúmeras violências. Aqui há uma Guarda Especial de Brasília… Eu estava em Goiânia… Foi no Carnaval… Disseram que a GEB invadiu um acampamento (8) e atirou a sangue frio… uns falam em vários mortos e feridos… outros de um morto e um ferido… pobres trabalhadores… pobres candangos…

 

 

 

 

 

Arpdf/Operários em canteiro de obra

 

(9)

Não há dados oficiais que comprovem o que ficou conhecido como o “massacre da Pacheco Fernandes Dantas”, mas muitos são os relatos de pioneiros que dizem ter presenciado o fato.Os que defendem a tese contrária, dizem que um indicativo disso é que os opositores à construção de Brasília não fizeram uso da história.

 

 

Arpdf/Guardas da GEB e trabalhadores (9)

 

 

 

 

Em entrevista ao jornal Correio Braziliense (27/01/1994), um dos diretores da NOVACAP naquele abril de 1959, Ernesto Silva, disse que “o fato isolado e único ocorrido durante os três anos e meio da construção de Brasília decorreu de uma revolta de trabalhadores seguida de depredações dos alojamentos e repelida pela polícia. Da refrega houve apenas um morto.”

 

 

 

 

Arpdf/Refeitório de uma das construtoras

 

 

 


 

 

Carta 1- Eleonora

 “Querido amigo Paulo,

Espero que estas linhas encontrem seu coração apaziguado comigo…

Cheguei ao que será a cidade nascida do pó!

O lugar em que estou é conhecido como Lonalândia (10). É um descampado onde foram instaladas barracas de lona, emprestadas pelo exército, até que se construam as casas.

 

 

Arpdf/Barraca de lona sendo erguida

 

 

 

Estamos acampadas em duas, eu e uma companheira, funcionária da Novacap. Ela é muito divertida! De riso frouxo, ela se ri até quando atola o sapato novo na lama pegajosa.

 

 

 

Arpdf/Barracas da Lonalândia

 

 

 

Conheci também uma mulher jovem e bonita. Audaciosa, ela veio para cá, trabalhar como motorista de caminhão!

Brasília é uma cidade que abraça todos os sonhos!”

 

 

 

Arpdf/Motorista de caminhão

 

 

(10)

A instalação do primeiro acampamento de Brasília começou em 03 de novembro de 1956, considerada pelo Diário de Brasília, publicação do Serviço de Documentação da Presidência da República, como a data efetiva início da construção de Brasília.

 

Arpdf/Acampamento da Novacap (10)

 

 

Em 10 de novembro, as instalações receberam a visita do próprio presidente Juscelino Kubitschek que, na ocasião havia vindo para inaugurar sua residência provisória, batizada de Catetinho, o “palácio de madeira”.

 

 

 

Arpdf/Acampamento da Novacap

 

 

A Lonalândia foi erguida para abrigar os funcionários da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil, a Novacap (criada por meio da Lei 2.874/56, a mesma que determinou a transferência da Capital Federal), empresa criada com o objetivo de planejar e executar o serviço de localização, urbanização e construção de Brasília e que contava com aproximadamente 30 mil funcionários para tanto.

 

 

Apdf/Acampamento da Novacap

 

 

 

As barracas de lona foram rapidamente substituídas por casas de madeira e serviam de residências aos engenheiros e técnicos da empresa. A partir de então, passou a ser chamada de Vila Operária, ou Vila dos Candangos.

 

 

 

Arpdf/Acampamento da Novacap – Vila Operária

 

 

 

 

Além das casas e galpões da Novacap, havia um caixa-forte, um posto de saúde, um hospital, um posto policial, dois restaurantes, e uma escola. O comércio, no entanto, era proibido neste acampamento. Os moradores tinham que se deslocar até a Cidade Livre para as compras.

 

 

 

Arpdf/Restaurante comunitário do acampamento da Novacap

 

 

 

 

 


Carta 2 – Eleonora

 “Querido Paulo,

Meu violão continua sendo sua voz. Saudade…

Já não vivemos mais nas barracas de lona (11). Elas foram substituídas por casa de madeira, que serão demolidas quando a sede da Novacap for transferida para a cidade. A vila dos operários tomou formas de cidade do interior.

 

 

 

Arpdf/Casas de madeira – Vila Operária

 

 

 

Mapa de fazendas do Novo Distrito Federal, desenhado por Mercedes Parada, esposa do engenheiro Jofre Parada, assistente de Bernardo Sayão e engenheiro-chefe da Divisão de Topografia Urbana da Novacap.

Apesar de parte significativa dos mapas terem sido desenhadas por Mercedes Parada, em nenhum deles consta sua assinatura.

Coleções – Projeto  Documentos de Goyaz – Acervo Altamiro de Moura Pacheco – Arquivo Público do DF

 

Passei a acompanhar o presidente da companhia, o senhor Israel Pinheiro, nas visitas às obras de terraplenagem. Tenho tido muito trabalho, às vezes, atravesso noites fazendo cálculos e desenhos

 

 

 

 

Mapa de fazendas do Novo Distrito Federal, desenhado por Mercedes Parada, esposa do engenheiro Jofre Parada, assistente de Bernardo Sayão e engenheiro-chefe da Divisão de Topografia Urbana da Novacap. Apesar de parte significativa dos mapas ter sido desenhada por Mercedes Parada, em nenhum deles consta sua assinatura. Coleções – Projeto Documentos de Goyaz – Acervo Altamiro de Moura Pacheco – Arquivo Público do DF

 

 

Mas sinto um orgulho imenso ao pensar que sou parte de uma equipe de desbravadores que, com audácia e coragem, estão construindo as bases daquela que será a primeira capital do mundo erguida sobre os alicerces dos conceitos modernistas!”

 

 

Arpdf/Fundo Novacap-Funcionária em meio a operários

(11)

  • O próprio Presidente Juscelino Kubistchek, conta como nasceu a Lonalândia. “O General Lott, Ministro da Guerra, me emprestou 20 barracas do exército. Eu as instalei lá no planalto para abrigar os primeiros operários que iam abrir o campo de aviação.

 

 

 

 

Arpdf/Casas de madeira da Vila Operária Fundo Novacap – Arquivo Público do DF (11)

 

 

 

E foi assim, meu caro amigo, que nós começamos a grande epopeia que foi concluída em três anos e meio e que hoje está lá, desafiando todas as glórias da coragem e do espírito de aventura do brasileiro”.

 

 

 

Arpdf/Equipe analise desenhos do Aeroporto Internacional de Brasília Fundo Novacap – Arquivo Público do DF

 

 

Este campo de aviação, que é o atual Aeroporto Internacional Presidente Juscelino Kubistchek, teve suas obras iniciadas 06 de novembro de 1956. Em 02 de abril de 1957 o presidente JK desembarcava pela primeira vez já na nova capital.

 

 

 

 

 

 

Arpdf/Transporte para o aeroporto Fundo Novacap – Arquivo Público do DF

 

 

 

 

No dia 03 do mês seguinte é inaugurado oficialmente, e o primeiro voo internacional parte de Brasília rumo à Nova Iorque, tamanho era o empenho dos trabalhadores.

 

 

Arpdf/Aeroporto Internacional de Brasília Fundo Novacap – Arquivo Público do DF

 

 

 

 

 

 


Carta 3 – Eleonora

“Paulo…

Minhas cartas continuam a encontrar o teu silêncio… e meu coração segue a implorar o teu perdão.

Sei que você não consegue compreender o que me trouxe até aqui, mas se você visse o que presenciei hoje, tenho certeza de que se lamentaria por não ter vindo comigo.

 

 

 

 

 

 

Arpdf/Serviço de terraplenagem Fundo Novacap – Arquivo Público do DF (12)

 

Hoje o trator riscou no solo o marco zero da cidade (12)! Foi cortando o chão, como quem faz o sinal da cruz, a pedir a bênção aos céus para a grande obra que estava a nascer. E a terra, em vermelho, assentiu em receber o rebento surgido do encontro da genialidade e do desejo de fazer algo para o eterno.

Acho que teremos festa na vila!”

 

 

Arpdf/Estudantes a caminho da escola Fundo Novacap – Arquivo Público do DF

 

 

A cidade se abria para um futuro promissor e a Administração Pública contava que, ao fim da obra de construção da capital, os trabalhadores voltariam aos seus lugares de origem, razão pela qual as casas e barracos nos Núcleos de Apoio eram de madeira, e as construções em alvenaria eram proibidas.

 

 

 

 

 

Arpdf/Invasões eram comuns durante a construção da nova Capital

 

 

 

 

Mas o próprio Lucio Costa, em seu relatório sobre o Plano Piloto já havia alertado para o risco de surgirem favelas na Capital Federal, projetada para receber 500 mil habitantes. Ele escreveu: “Nesse sentido deve-se impedir a enquistação de favelas tanto na periferia urbana quanto na rural. Cabe à Companhia Urbanizadora prover dentro do esquema proposto acomodações decentes e econômicas para a totalidade da população”.

 

 

 

 

Arpdf/Invasão Fundo Novacap – Arquivo Público do DF

 

 

 

 

Para evitar esse processo, Taguatinga tornou-se a primeira cidade-satélite criada pela Novacap com o objetivo de assentar trabalhadores que moravam em barracos espalhados por Brasília. As oportunidades oferecidas em Brasília e as esperanças de uma vida melhor varreram para longe de muitos a vontade de retornar às suas cidades.

 

 

 

 

 

Arpdf/Presidente Juscelino Kubitschek, Oscar Niemeyer, Israel Pinheiro e equipe visitam obras Fundo Novacap – Arquivo Público do DF

 

 

 

 

 

 


 

Carta 4 – Eleonora

 

“Paulo…

Seu silêncio me magoa…

Mas sigo a te contar os meus dias…

Hoje tive a honra de acompanhar o homem cujo carisma pessoal erguerá uma cidade em três anos e meio. Estive com o senhor Israel Pinheiro a acompanhar o próprio presidente Juscelino Kubistchek, em vistoria às obras.

 

 

 

Arpdf/Presidente Juscelino Kubitschek

 

 

 

Entre apertos de mãos, abraços e cafés, o presidente contagia a todos com sua esperança e energia. Ele fala com um, dois, dez, mil homens com o mesmo magnetismo e os coloca no centro dessa crônica na qual dia e noite são uma única coisa: a vontade de fazer, que o pessoal daqui apelidou de “ritmo de Brasília”.

 

 

 

Arpdf/Presidente Juscelino visita obras de Brasília

 

 

 

Diz aos operários, aos quais ele chama de Candangos número dois, pois afirmava ser ele o número um, que confia neles para que a obra seja concluída no prazo previsto e que seus nomes ficarão para a história. A alegria contagia a todos, que voltam ao trabalho febril, cantando.

 

 

 

Arpdf/Placa icônica da época da construção  Fundo Novacap- – Arquivo Público do DF(13)

 

 

Da janela do meu quarto (13), à noite, é possível ver as faíscas das soldas, salamandras dançantes, subirem aos céus da história para cravarem lá as marcas daqueles que escrevem o futuro no agora.”

 

 

 

Arpdf/Candango – obra de terraplenagem

 

 

 

Arpdf/Escultura “Os Guerreiros”, de Bruno Giorgi, conhecida como “Os Candangos”Fundo Novacap – Arquivo Público do DF

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Percebe-se uma transformação do tom pejorativo do termo Candango, que antes estava associado ao trabalhador desqualificado, para outro, carregado de orgulho e glória pelo feito de ter tornado real o sonho da construção de Brasília.

 

 

 

 

 

 

 

 

Arpdf/Fundo Novacap – Arquivo público do DF

 

 

Em 16 de julho de 2020, o Governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, sancionou a Lei nº 6.633-20, que instituiu no Distrito Federal, o Dia do Candango, em homenagem aos construtores e pioneiros da capital. A data deve ser comemorada anualmente em 12 de setembro, dia do aniversário de nascimento do “primeiro candango”, o ex-presidente Juscelino Kubistchek de Oliveira.

 

 

 

Arpdf/Obras sob a rodoviária do Plano Piloto de Brasília Fundo Novacap – Arquivo Público do DF

 

 

 

 

Brasília – 61 anos

Arquivo Público do Distrito Federal

Abril de 2021

 

 

 


 

 

Trabalhadores chegando à Cidade Livre Fundo Novacap – Arquivo Público do DF

 

 

 

 

Trabalhador na Cidade Livre Fundo Novacap – Arquivo Público do DF

 

•1 – Assim como o termo candango foi empregado pelo presidente Juscelino Kubitschek para denominar os operários na construção de Brasília, dizem que foi ele também que cunhou o “bandeirante moderno”.

 

 

Entrada do cinema na Cidade Livre Fundo Novacap – Arquivo Público do DF

 

Ao ver que diversos operários chegavam a Brasília trajando calça de brim, associou-os aos bandeirantes que abriram as veias no interior do Brasil colonial.

 

 

Cidade Livre Fundo Novacap – Arquivo Público do DF

 

 

•2 – Em 1956, a Companhia Urbanizadora abriu três principais avenidas para dar início ao núcleo urbano. Em 1961, com a transferência dos comerciantes para o Plano Piloto, a Cidade Livre passou a ser chamada de Núcleo Bandeirante.

 

Cidade Livre Fundo Novacap – Arquivo Público do DF

 

Ela passou a fazer parte da Região Metropolitana de Brasília, por força de Lei (4.545) em 1964. Em fevereiro de 1966, um decreto (488) fixou os limites da cidade. Em 1989, por meio da Lei nº 049, o Núcleo Bandeirante passou a ser a VIII Região Administrativa do Distrito Federal.

 

 

Canteiro de obras Fundo Novacap – Arquivo Público do DF

 

•3- Em um universo em que a proporção era quase de dois homens para uma mulher, segundo dados do censo experimental do IBGE de 1956, seria redundante falar do desprezo e das violências sofridos pelas mulheres, especialmente as trazidas à para se tornarem “um divertimento”.

 

 

Placa em canteiro de obra Fundo Novacap – Arquivo Público do DF

 

Dois meses depois de aprovada a lei que autorizava a construção de Brasília, havia três empreiteiras no canteiro de obras: a Metropolitana, a Rabello e a Coenge. Foram trazidas três prostitutas para a região próxima de Luziânia. Dois meses depois, já eram quase 40.

 

 

 

 

Mulheres trabalham em central de telefonia Fundo Novacap – Arquivo Público do DF

 

No mês seguinte à construção das três casinhas, novos prostíbulos se instalariam na Cidade Livre, próximo a uma placa da Mercedes Benz, fabricante de caminhões. Estas profissionais atendiam aos operários.

 

 

O Hospital Volante das Pioneiras Sociais prestou relevantes serviços à população feminina Fundo Novacap – Arquivo Público do DF

 

Para clientes mais endinheirados, havia a Casa da Mariazinha, ou Fazendinha. Esta ficava próximo ao Hospital do IAPI.

Vista aérea da Lonalândia Fundo Novacap – Arquivo Público do DF

•4 – As lonas do exército que deram origem à Candangolândia foram instaladas entre as quadras 4 e 7, dada a proximidade com os córregos Riacho Fundo, Guará e Vicente Pires, essenciais para a vida dos operários, desbravadores do planalto. Aliás, a Candangolândia tem quadras 1, 2, 3, 4, 5 e 7.

 

Não, não pulamos o 6. Ela não existe, mesmo. Isso porque as quadras ímpares foram construídas primeiro!

 

 

 

 

 


Personagens:

 

– Quim – jornalista Raimundo Nonato da Silva, primeiro jornalista de Brasília, diretor e editor da Revista Brasília (periódico da Novacap) entre os anos de 1957 a 1963.

http://www.turmadabarra.com/nonatosilvabiografia.htm – consultado em 21-03-2021

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– Quim – jornalista José Adirson de Vasconcelos – 1º correspondente de Brasília

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– João Abelardo – Edson Porto – primeiro médico a atender em Brasília

https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2018/09/18/interna_cidadesdf,706633/morre-primeiro-medico-de-brasilia-edson-porto.shtml – consultado em 25-03-2021    

 

– João Abelardo – Ernesto Silva – “pioneiro do antes”, apaixonado por Brasília, o médico foi um dos diretores da Novacap durante a construção da cidade.

https://www.agenciabrasilia.df.gov.br/2019/05/09/brasilia-uma-historia-de-amor-de-ernesto-silva/ – consultado em 25-03-2021

 

– Eleonora – Mercedes Parada – normalista que se tornou topógrafa prática (casada com o engenheiro Jofre Parada)

www.metropoles.com/materias-especiais/as-historias-esquecidas-de-tres-mulheres-que-mudaram-o-destino-do-df – consultado em 21-03-2021

 

– Eleonora – Mercedes Ribas – argentina que veio para Brasília aos 18 anoc – primeira corretora da Novacap.

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– Eleonora – Neiva Chaves Zelaya (Tia Neiva) – mãe de quatro filhos, viúva aos 22 anos (Raul Zelaya Alonso, então secretário do engenheiro Bernardo Sayão), primeira motorista profissional do Brasil, veio para Brasília trabalhar como motorista de caminhão

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Holston, James. A cidade modernista, uma crítica de Brasília e sua utopia, São Paulo, Companhia das Letras, 1993, pág. 209-210.

 

 

 

 


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